Alergia
Alimentar
Causará
provavelmente surpresa saber que as verdadeiras alergias alimentares são
responsáveis por menos de 50% dos casos de urticária, asma, diarreia e outros
sintomas que habitualmente lhes são atribuídos. isto deve-se ao facto de mais
de metade destes sintomas serem realmente causados por intolerância alimentar
A
alergia alimentar e a intolerância alimentar são muitas vezes confundidas
porque produzem frequentemente o mesmo tipo de sintomas. Biologicamente,
contudo, o modo como produzem estes sintomas é, na verdade, muito diferente.
As
alergias alimentares são designadas por reacções de hipersensibilidade",
Nas
verdadeiras alergias alimentares, o sistema imune do organismo reage a
determinados alimentos como se fossem potencialmente perigosos. Para se
defenderem destes invasores, as células do sistema imune produzem moléculas
chamadas "anticorpos". Infelizmente, esta reacção incita outras
células especializadas, os mastócitos, a libertar uma substância chamada
"histamina". É a histamina que provoca os sintomas alérgicos.
A
circunstância de uma pessoa desenvolver ou não uma alergia alimentar depende de
diversos factores, por exemplo, uma herança genética, a idade, os hábitos
alimentares e, por vezes, as consequências de doenças infecciosas.
INTOLERÂNCIA ALIMENTAR
A
intolerância alimentar depende de mecanismos que não envolvem anticorpos:
•
Num caso, determinados componentes ou aditivos dos alimentos actuam directamente
sobre os mastócitos, levando‑os a libertar histamina.
•
Noutro caso, determinadas substâncias causadoras de sintomas, chamadas
"mediadores" (tiramina, serotonina, dopamina, etc.), existem já nos
alimentos quando estes são ingeridos.
Sintomas
Os
sintomas de alergia alimentar e de intolerância alimentar são, muitas vezes,
idênticos e, por isso, frequentemente confundidos.
Clinicamente,
os mais importantes sintomas comuns a ambas as situações envolvem a pele, o
tracto gastrintestinal (sistema digestivo) e o tracto respiratório.
Adicionalmente, a intolerância alimentar causa, muitas vezes, cefaleias, dores
nas articulações, fadiga e mal‑estar geral.
Tratamento
O
meio mais eficaz de tratar uma alergia ou uma intolerância alimentares consiste
em eliminar da dieta a substância responsável. Porém, isto é mais fácil de
dizer do que de fazer.
Primeiro,
é necessário identificar a substância. Muito do que hoje em dia comemos é de
fabrico industrial; alguns
alimentos são complexos e podem conter diversas substâncias causadoras de
sintomas.
Em
segundo lugar, é necessário excluir essas substâncias da dieta. No entanto,
como são tão utilizadas nos alimentos de fabrico industrial modernos, o processo
pode revelar‑se muito difícil sem o recurso a um especialista... e a
força de vontade para seguir o seu conselho durante anos ou, talvez, a vida
inteira.
Se
novos hábitos alimentares se demonstram, só por si, insuficientes, a
terapêutica farmacológica (medicamentos) pode ser a resposta. Esta terapêutica
deve visar:
•
Bloquear o efeito prejudicial da histamina;
•
ou impedir os mastócitos de libertarem histamina e outros mediadores.
A
terapêutica farmacológica ideal deverá atingir estes dois objectivos.
Muitos
alimentos vulgares são responsáveis por uma verdadeira reacção alérgica ou por
uma reacção de intolerância alimentar. Alguns alimentos podem, na verdade,
provocar reacções alérgicas e reacções de intolerância alimentar ao mesmo
tempo.
ALIMENTOS
QUE PROVOCAM REACÇÕES ALÉRGICAS
os
alimentos alergénicos mais comuns são: maças, nozes, tomates, leite, ovos,
espinafres, uvas, bananas, amendoins, cacau, mariscos, moluscos, soja, peixe e
galinha.
ALIMENTOS
QUE PROVOCAM REACÇÕES DE INTOLERÂNCIA
•
Os alimentos que actuam directamente nos mastócitos e provocam libertação de
histamina são: chocolate, tomates, espinafres, morangos, ovos, peixe, mariscos,
ananás e especiarias (canela).
•
Os alimentos que contêm histamina e outros mediadores causadores de sintomas
são: chocolate, tomates, espinafres, morangos, mariscos, ruibarbo, queijo,
arenque, bananas, cavala, bacalhau, pimenta, nozes, vinho, couve fermentada e
atum.
Além
disso, muitos alimentos contêm corantes, aromatizantes, conservantes, etc., que
podem também causar sintomas de intolerância alimentar. Os corantes são: E 102,
E 107, E 110, E 122, E 123, E 124, E 128 e E 15 1. Os aromatizantes são:
cinamato (canela), anetol (alcaçuz), baunilha, eugenol (cravinho) e mentol. Os conservantes
são: E 2 10, E 219, E 200, E 203. Os antioxidantes são: E 311, E 3 20 e E 32 1.
Os aromatizantes são: E 620, E 624, E 626, E 629, E 630 e E633.